Projeto “NÓS no musEU”

Os alunos da Unidade de Multideficiência da Escola Básica Poeta Silva Gaio e os alunos da Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Perturbação do Espetro do Autismo da Escola Básica da Almedina participaram no Projeto NÓS no musEU, desenvolvido pelo Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), com a colaboração da Terapeuta Ocupacional do Agrupamento de Escolas Coimbra Centro.Museu_1

O Projeto foi adaptado às características e especificidades de cada Unidade. Assim, os alunos da Unidade de Multideficiência realizaram uma visita guiada ao MNMC, tendo explorado o Pátio Central, a Exposição de Escultura em Pedra, a Galeria de Hodart e o Cruzeiro. Seguidamente foi realizado um atelier, no qual os alunos realizaram a atividade “Eu fiz” e a atividade “Eu estive aqui”. Na atividade “Eu fiz” tiveram oportunidade de decorar um azulejo com recurso a diversos materiais que levaram posteriormente para casa. Na atividade “Eu estive aqui”, decoraram um postal que foi colocado na Teia dos Nós, exposta no MNMC, deixando assim uma marca da visita.

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Relativamente aos alunos com Perturbação do Espetro do Autismo, o Projeto foi desenvolvido em três momentos, dois no contexto da escola e um no Museu. O primeiro momento na escola teve como objetivo apresentar o Projeto e antecipar a visita ao MNMC, através de jogos e atividades diversas. No MNMC foi realizada uma visita dramatizada pela ator Ricardo Kalash. Após a receção dos convidados no Pátio Central, iniciou-se o acolhimento dos convidados por parte do Chaves (personagem que representa o antigo guarda do museu), dando este início à visita ao Criptopórtico. No Criptopórtico os alunos tiveram oportunidade de explorar livremente todo o espaço e as peças expostas. O terceiro momento pautou-se pelo regresso ao contexto, onde os alunos participaram no atelier e desenvolveram as atividades Eu estive aqui e Eu fiz. Na atividade Eu fiz recriaram um Busto em massa de moldar, tendo por base as esculturas observadas na visita e fotografias. A atividade Eu estive aqui foi semelhante à realizada pelos alunos da Unidade de Multideficiência.

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Terapeuta Ocupacional: Kátia Pereira

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O Lado Sensorial da Engenharia Química

No 3.º Período os alunos das Unidades de Ensino Estruturado da Escola Básica da Almedina receberam uma visita especial: o Núcleo de Estudantes do Departamento de Engenharia Química (NEDEQ/AAC) da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra.

A atividade teve como tema “O Lado Sensorial da Engenharia Química” e foi dinamizada numa parceria entre a Terapeuta Ocupacional e o NEDEQ/AAC. As atividades foram especialmente pensadas para as necessidades sensoriais destas crianças.

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Criámos tintas e pintámos

Criámos tintas e pintámos

Foi uma atividade muito interessante que captou a atenção e o entusiasmo de todos os alunos e proporcionou o contacto com diversas experiências sensoriais.

Terapeuta Ocupacional: Kátia Pereira

A influência da preensão na atividade de escrita

Como facilitar o desempenho na atividade de escrita?

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Para relembrar os aspetos fundamentais abordados na formação “A influência da preensão na atividade de escrita – Como facilitar o desempenho na atividade de escrita?”, dinamizada pela Terapeuta Ocupacional do Agrupamento de Escolas Coimbra Centro, publicamos esta síntese.

Na formação foram abordados os seguintes conteúdos:

  • Desenvolvimento da escrita
  • Execução motora da escrita
  • Influência da postura na escrita
  • Influência da preensão na escrita
  • Produtos de apoio para a escrita

Desenvolvimento da escrita

Existem três etapas essenciais a considerar no desenvolvimento da escrita, sendo elas:

  1. Desenvolvimento da preensão e manipulação
  2. Desenvolvimento do desenho
  3. A escrita

Execução motora da escrita

Os principais pré-requisitos para uma escrita proficiente são:Formação_Escrita_1

Na avaliação da escrita é fundamental ter em consideração a legibilidade e a velocidade da escrita.

Influência da postura na escrita

A manutenção de um postura correta é essencial ao desempenho da atividade de escrita. Como tal, a criança deve estar confortável e estável, com os pés bem apoiados e com a cabeça relaxada mas alinhada, sem estar inclinada sobre a página.

A utilização de uma mesa inclinada proporciona um melhor apoio da mão/braço sobre a superfície de escrita e um desempenho mais estável. A manutenção da mão assistente encoraja igualmente a adoção de um boa postura na posição de sentado.

O papel deve ser posicionado para seguir o arco natural da mão que escreve.

 Influência da preensão na escrita

A tríade dinâmica é a mais eficiente e eficaz para a execução de tarefas gráficas precisas.

Na tríade dinâmica segura-se o instrumento de escrita entre o polegar e o indicador, repousando sobre o dedo médio e com o 5.º dedo apoiado sobre a mesa.

É importante que se modifique a preensão tão cedo quanto possível, uma vez que muitas crianças desenvolvem maus hábitos mesmo antes de entrar para o 1.º Ciclo.

Um desempenho ineficaz da atividade de escrita tem diversas consequências como o elevado dispêndio de energia, tempo e força, o insucesso escolar, a baixa autoestima e a insegurança.

Quando uma criança não tem um desempenho eficaz na atividade de escrita deve ser avaliada por um Terapeuta Ocupacional, que identifica as causas da preensão desajustada e realiza um plano de intervenção. Do plano de intervenção pode fazer parte a prescrição e treino de produtos de apoio para a escrita. Para além dos produtos de apoio, o Terapeuta Ocupacional pode também aconselhar determinados tipos de papel e intervir no desenvolvimento ao nível dos aspetos fundamentais à execução motora da escrita.

Produtos de apoio para a escrita

Produtos de apoio para a escrita

Terapia Ocupacional – 2

O Terapeuta Ocupacional intervém em vários contextos, sendo um deles o Contexto Escolar. Assim, o papel do Terapeuta Ocupacional no Contexto Escolar passa por:

  • Avaliar o perfil ocupacional dos alunos;
  • Elaborar um Plano de Intervenção ajustado às características de cada aluno;
  • Efetuar reavaliações periódicas do aluno, elaborando os respetivos relatórios de avaliação;
  • Identificar e descobrir interesses/ocupações significativas para os alunos;
  • Acompanhar os alunos que apresentem dificuldades que interferem diretamente com a aprendizagem e com as atividades funcionais da escola, como por exemplo, dificuldades no controlo e/ou manutenção da postura, pouca coordenação motora, défice de atenção, dificuldades preceptivo-cognitivas, dificuldades na motricidade global, dificuldades na motricidade fina e na escrita;
  • Acompanhar os alunos que apresentem dificuldades na realização das atividades da vida diária (p.e. alimentação, mobilidade funcional, higiene e aprumo pessoal), promovendo a sua autonomia;
  • Promover o posicionamento adequado dos alunos com alterações neuro-motoras;
  • Prevenir o aumento das consequências de lesões instaladas;
  • Manter/aumentar as competências funcionais dos alunos com NEE;
  • Promover a participação dos alunos em atividades significativas e diferenciadas do ponto de vista sensório-motor.
  • Avaliar a necessidade de Produtos de Apoio facilitadores da participação e do desempenho, prescreve-las e realizar o seu treino de utilização;
  • Contribuir para a inclusão escolar, desmistificando o conceito de deficiência e de NEE;
  • Colaborar na formação da restante comunidade escolar e no delinear de programas e currículos educativos individuais;
  • Desenvolver um trabalho colaborativo com a comunidade escolar, família e comunidade envolvente de forma a facilitar a plena integração dos alunos com deficiência.

 A Terapia Ocupacional é a diferença entre estar vivo e viver.

Terapeuta Ocupacional: Kátia Pereira

Terapia Ocupacional – 1

A Terapia Ocupacional diz respeito ao tratamento de condições de saúde, que afetam o desempenho das pessoas, através do envolvimento em atividades significativas, com o objetivo de proporcionar o seu nível máximo de funcionalidade e de independência nas ocupações em que desejam participar. O Terapeuta Ocupacional avalia as funções sensoriais, percetivas, físicas e sociais do indivíduo, bem como os fatores ambientais que influenciam o seu desempenho nas atividades. Por outro lado, identifica as áreas de disfunção e envolve o indivíduo num programa estruturado de atividades significativas de forma a ultrapassar as dificuldades proporcionadas pela sua condição de saúde. As atividades selecionadas são-no de acordo com as necessidades pessoais, sociais, culturais e económicas e refletem os fatores ambientais que orientam a vida do indivíduo.

O principal benefício da Terapia Ocupacional é possibilitar que as pessoas sejam autónomas e independentes, qualquer que seja a sua condição de saúde, promovendo qualidade de vida.

Terapeuta Ocupacional: Kátia Pereira